Fã de cinema, apaixonado por futebol e sommelier de litrão. Escreve baboseiras nas horas vagas.

Atualmente está na moda beber e gostar de cervejas artesanais, todo pub ou barzinho possui um cartela com inúmeras opções para seus clientes, inclusive beber cerveja artesanal virou um hobby. Mas e aí, elas são diferentes mesmo das comuns que vendem em qualquer mercado? Porquê são mais caras, e esses valores são justificáveis? É o que vamos descobrir.

O que é cerveja artesanal? Após anos de pesquisas pelos mais conceituados cervejeiros do mundo, podemos concluir que: Não há uma definição. É isso mesmo. O termo “artesanal” é usado para exemplificar o processo de criação da cerveja, onde todo o processo, por mais que seja utilizado equipamentos modernos, é acompanhado por um mestre cervejeiro qualificado, onde o mesmo acompanha cada processo, possui uma receita própria, escolhe ingredientes naturais e em muitos casos com produções restritas, ou seja, com lotes limitados. Todos esses processos geram custos maiores, o que obviamente encarece o produto final, respondendo uma das perguntas do primeiro parágrafo. Então, de certa forma, cerveja artesanal é assim denominada pois o processo é caseiro e cauteloso, como se fosse produzir uma obra de arte.

Agora que você já sabe meio por cima o que é cerveja artesanal e porque elas são mais caras, vamos ao ponto central do texto. Se você gosta de cerveja, e não só bebe para se incluir na rodinha, provavelmente você já bebeu mais que um fusca velho, está com o paladar calejado de experimentar várias marcas e tem inclusive seus gostos pessoais. Mas a realidade é que a maioria das cervejas “comuns” possuem basicamente o mesmo gosto e textura, contendo pequenas mudanças no aroma e no gosto final, aquele amargor que sentimos ao engolir. Algumas marcas, a maioria importadas, como Budweiser, Heineken e Corona são comercializadas no Brasil como cervejas Premium, a mexicana inclusive é figurinha carimbada nas baladas, mas o que muitos não sabem é que elas são cervejas de mercado em seus respectivos países. De fato são mais gostosas que muitas nacionais, isso é inegável, mas ainda sim estão na mesma categoria.

Caso você já tenha experimentado alguma cerveja artesanal com certeza já sabe a diferença, elas possuem sabores mais acentuados, diferentes níveis de amargor (IBU), aromas e texturas marcantes. Essas cervejas possuem tipos e subtipos, o que não iremos abordar nesse texto pois são informações técnicas, cada um voltado para certo paladar. Para os mais experientes na bebedeira, as cervejas mais amargas são unanimidade, aquele “amarguinho” na língua é quase como beber uma Coca-Cola, você quer ter aquela sensação. Mas existem cervejas com um índice menor de amargor, conhecido como IBU, as de trigo por exemplo, costumam ter textura mais próximas as cervejas comuns, pouco amargor e aromas frutados.

Rótulos de cervejas consideradas artesanais

Para concluir, a principal diferença entre uma cerveja artesanal e uma comercial, por assim dizer, está no que ela te oferece. Uma cerveja “comum” é feita para você comprar um fardo, chamar os amigos e encher o rabo sem se preocupar com degustação, até porquê lá pela quinta ou sexta seu paladar já estará meio zoado mesmo. Já com cervejas artesanais seguir o raciocínio acima é um sacrilégio, já que após beber algumas seu paladar também vai perder sensibilidade, até porque elas costumam ter um maior teor alcóolico, fazendo com que você perca a experiência de saborear uma cerveja boa de verdade, feita para você degustar e não se embebedar. Não que você não possa fazer isso, se sua conta bancária permite, peça um caminhão de Guinness e boa festança.

Então seu bêbado, se você não tem o costume de beber cervejas artesanais porque acha caro, faça um esforço e se permita ter essa experiência, agracie seu paladar que já está cansado de suportar cervejas com gosto de zoológico (se você captou, você sabe), ele merece. Bom, se for beber me chame. E claro, peça um táxi, mané.

Fã de cinema, apaixonado por futebol e sommelier de litrão. Escreve baboseiras nas horas vagas.

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